Aqua Multitoque
Tendências e análises

As interfaces mais legais do mundo do cinema

Colocamos nosso sensor nerd no máximo e selecionamos as interfaces mais legais da ficção, para delírio daqueles que, assim como nós, amam cinema, tecnologia e design.

As interfaces mais legais do mundo do cinemaagosto 6, 2014

Diretor de marketing da Aqua

Minority Report

Na “informática” da ficção, não importa a usabilidade, simplicidade, legibilidade e muito menos o minimalismo. Parece que quanto mais exótico, melhor! Por isso, colocamos nosso sensor nerd no máximo e selecionamos as interfaces mais legais da ficção, para delírio daqueles que, assim como nós, amam cinema, tecnologia e design.

Apenas uma curiosidade: Sabe o que grande parte dessas interfaces tem em comum? Touchscreen! 😉

Minority Report – a interface hors concours

Pode confessar: Assim que você leu o título deste post, já lembrou de Minority Report. E não é para menos, o filme estrelado por Tom Cruise redefiniu o sentido de interface futurista do cinema, no longínquo ano de 2002!

Interface futurista: Minority Report

A interface futurista de Minority Report é uma das mais lembradas do cinema. O responsável por este conceito marcante e encantador é Jorge Almeida, um designer de interfaces que já é figurinha carimbada em Hollywood. Veja essa beleza em ação:

Uma curiosidade: quando a Aqua começou, usávamos o filme como referência para explicar o que a gente fazia. De certa forma, telas touchscreen multitoque são uma espécie de ficção científica que virou realidade.

Matrix Reloaded – Linhas e tons de cinza

Olha a touchscreen dando as caras na lista! A trilogia Matrix também representa um marco na ficção científica cinematográfica, mas poucos se lembrarão desta bela interface formada por telas sensíveis ao toque operadas por seis pessoas numa sala com tudo branco.

Interface futurista: Matrix Reloaded

O designer criador deste conceito é Toby Grime, que produziu algo bem diferente das telas esverdeadas e teclados sucateados que são usados em Nabucodonosor, a nave em que Neo, Morpheus e o resto da equipe usam para entrar na Matrix e navegar rumo a Zion.

O mais interessante é a quantidade de dados que essas pessoas trabalham simultaneamente, sem mover os olhos e conversando ao mesmo tempo:

Star Trek: Into the Darkness – provando que a ficção científica adora interfaces touchscreen

Desde a série clássica até os novos filmes dirigidos por J.J. Abrams (ele de novo!), Star Trek sempre foi considerada ficção científica de primeira, e agrega fãs cada vez mais numerosos ao redor do mundo. Com a renovação tanto de visual quanto do conteúdo da franquia, Star Trek: Into the Darkness também trouxe outras coisas muito legais, como as interfaces bem elaboradas como você pode ver abaixo.

Interface Star Trek: Into the Darkness

Este é mais um projeto do designer de interfaces Jorge Almeida, já famoso pelas telonas de Minority Report. Como se trata de um filme de ficção científica, não faltam computadores, telas de vigilância, consoles, capacetes e todo o tipo de interface para Jorge “brincar”.

Homem de Ferro – na trilogia e nos Vingadores

O Homem de Ferro é um dos super-heróis favoritos na Aqua, pois os poderes dele são apenas a inteligência e o uso da tecnologia. Como não gostar de Tony Stark, um bilionário bon vivant que literalmente entra no personagem para combater vilões?

Os filmes são repletos de interfaces bem diferentes. É possível até ver uma evolução bem interessante do primeiro filme de 2008 até o Homem de Ferro III, de 2013, passando pelos Vingadores, de 2012, sempre com a incrível interpretação de Robert Downey Jr. São várias formas de interface: tablets, smartphones, comandos de voz, holograma, HUD no capacete…

Pacific Rim – interface em equipe nos Jaegers

No Brasil, esse filme ficou conhecido como Círculo de Fogo. Um legítimo blockbuster, com direito a monstros de outra dimensão (Kaijus) e robôs gigantescos (Jaegers) brigando no mar e destruindo cidades. Uma obra com a marca de Guillermo del Toro, diretor de outras grandes obras como Hellboy e O Labirinto do Fauno.

Do ponto de vista do design de interfaces, há uma série de características muito peculiares. Para começar, cada Jaeger é controlado por pelo menos dois pilotos, que devem trabalhar em conjunto e acessar os mesmos dados. Grandes painéis holográficos estão presentes nos robôs para facilitar a navegação e mostrar informações técnicas. Como os robôs são de “nacionalidades” diferentes, cada painel de controle tem características próprias, com cores e displays bem diferenciados, de acordo com cada país.

Menção especial: Tron

Em 1982, a Walt Disney Pictures lança um filme de conceito muito interessante e inovador para a época: Tron. Kevin Flynn (Jeff Bridges) é um engenheiro de softwares que acaba tragado para um mundo digital, dentro de um computador, onde se desenrola boa parte da história.

Como se trata de uma ficcção científica do início da década de 80, você pode imaginar como era a visão de tecnologia e informática naqueles dias. O filme é tão marcante – apesar de altamente datado pelos efeitos especiais da época (as animações 3D ainda estavam em seus primórdios) – que ganhou uma sequencia em 2010 chamada Tron Legacy.

E por que Tron ganha essa menção especial? A questão é que, como os personagens vivem um conflito dentro de um computador, eles praticamente fazem parte das interfaces, tendo que lidar com regras específicas de uma dimensão em que tudo é diferente daquilo que conhecíamos na época.

Um detalhe interessante é a trilha sonora de Tron Legacy, de autoria da dupla de música eletrônica Daft Punk, aqueles dos capacetes futuristas. Mas não só isso: tanto o original quanto a sequência de 2010 são bem interessantes por construírem excelentes ambientações em universos digitais, cada um de acordo com a sua época.